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ARTIGO: 08 de Março é um dia de Luta das Mulheres

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Neste dia internacional da Mulher, publicamos um artigo especial da conselheira Pamela Sobrinho.

08 de Março é um dia de Luta!

Quando eu nasci, a sociedade a qual eu estava inserida achava que eu teria que ter menos direitos porque nasci mulher. Escandaloso isso porque é real. Nasci com menos direitos que os homens, afinal direitos básicos como o voto, foram recentemente conquistados. Para quem não sabe, o movimento sufragista, do início do século XX consistia na luta para que mulheres pudessem votar. Apenas com a Constituição Cidadã de 1988, a condição de equidade de gênero e a proteção dos direitos humanos das mulheres configuraram pela primeira vez na legislação brasileira.

Direto ao meu corpo? Infelizmente mesmo após muitas conquistas, há uma longa caminhada pela frente! Afinal, o controle de natalidade das mulheres surgiu nos anos 60 com a pílula anticoncepcional, e estamos encarregadas sozinhas de nos cuidarmos de uma gravidez indesejável. Porém, quando a gravidez acontece, não temos autonomia sob nosso corpo, homens ditam as leis sobre eles. Contraditório não? Afinal, se eu tenho que me cuidar, por que quando uma gravidez indesejada acontece não posso abortar?

Na legislação brasileira já existiu o Estatuto da Mulher Casada. Até meados dos anos 1980, pela lei, as mulheres só poderiam trabalhar mediante autorização do marido ou do pai. Até 2005 existia uma lei que anulava o crime de estupro, caso o autor casasse com a vítima. E, até bem pouco tempo, homens tinham autorização para matar mulheres em nome da honra. Leis feitas por homens em favor de homens. Ganhamos 30% menos exercendo os mesmos cargos e funções, a maternidade é quase compulsória, porém, sofremos com a dificuldade de realocação no mercado de trabalho. Afinal, o número de mulheres despedidas após a licença maternidade é grande.

Mas eu nasci privilegiada. Afinal, sou branca, cis, hétero e estudada – diga-se de passagem que estudei através de programas sociais e de redistribuição de renda. Nasci privilegiada em relação às mulheres negras e as trans, que muitas vezes não tem oportunidades no mercado formal de trabalho. Mulheres que têm seus direitos violados por conta de sua classe social, cor, identidade de gênero.
Alguém ainda se lembra de Claudia Ferreira da Silva, a mulher negra, mãe e moradora da periferia que foi arrastada viva por policiais? Alguém sabe que a média de idade de uma mulher trans é 35 anos e, que a maioria morre por violência extrema? Alguém ainda se importa com nossos corpos? Alguém se importa se sofremos com a imposição de padrões estéticos escravocratas e inalcançáveis? Ou que nossa sanidade mental é violada diariamente diante do medo de se andar nas ruas?

Diante de tantas realidades, a luta por nossos direitos parece uma longa e árdua corrida contra o tempo, tantas pautas a serem conquistadas, mas eu ainda tenho que afirmar que o feminicídio existe. Afinal ,vemos os números crescentes de mulheres que morreram por serem mulheres, mulheres jogadas de sacadas ou metralhadas na rua, temos que defender que em briga de marido e mulher se mete a colher sim. Defender que a culpa do estupro nunca é da vítima, que existe violência física, psicológica e patrimonial. Temos que defender nossos direitos mínimos, que com as atuais reformas trabalhistas e possíveis reformas da previdência vão precarizar ainda mais nossa força de trabalho. Estamos atualmente expostas aos riscos de uma reforma da previdência que não reconhece nossa tripla jornada de trabalho. Diante de tantos retrocessos, como lutar pelas demais pautas que tanto nos afligem?

Nasci numa sociedade excludente, onde nós mulheres temos que lutar diariamente por igualdade. Nasci numa sociedade que impõe uma maternidade compulsória, mas me desampara. Nasci numa sociedade em que alguns acham que devo ganhar menos porque posso engravidar. Nasci numa sociedade em que outros acham que mulheres negras não servem para casar. Nasci numa sociedade em que quando uma mulher assume voz na politíca é brutalmente assassinada ou retirada de seu posto. Nasci numa sociedade que homenageia torturadores e ditadores que feriram profundamente as mulheres. Nasci numa sociedade que tem 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai no registro e de milhares de mulheres chefes de família, mas mesmo assim nos responsabilizam pela violência e falam que criamos uma fábrica de desajustados.

Nasci numa sociedade que recrimina a sexualidade da mulher e não admite que ela tenha autonomia sobre o próprio corpo. Nasci numa sociedade em que mulheres são chamadas de fraquejadas. Nasci numa sociedade em que o estupro é visto como um elogio. Nasci numa sociedade em que ser mulher é ter várias jornadas de trabalho e mesmo assim não ser reconhecida. Nasci numa sociedade que não admite que eu tenha o papel de dona do meu destino, minha vida pessoal é vista como algo público, onde todos podem opinar. Nasci numa sociedade que não admite que eu seja forte ou melhor que um homem. Nasci numa sociedade que odeia mulheres.
E mesmo tendo nascido nesta sociedade, nós mulheres não desistimos de nossas lutas.
Lutamos porque o índice de desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é de 85,77%,segundo dados do IBGE de 2012, mesmo que nós mulheres sejamos mais capacitadas para os cargos, pois a proporção de homens e mulheres com dez anos ou mais em relação há anos de estudo era de 51,6% para as mulheres 48,4% para os homens e o número de mulheres que frequentam a universidade cresceu 1,32% em relação a 2011.

  • Lutamos porque os casos de violência sexual infanto-juvenil tem que acabar, mas o número mais assustador é que 73% das vitimas são do sexo feminino, sendo que em 90% dos casos é praticado por algum parente próximo da vitima, como pai ou padrasto, sendo que a grande maioria dos abusos não é detectada;
  • Lutamos porque segundo dados da Fundação Perseu Abramo, uma a cada quatro mulheres sofre violência obstétrica, independente da sua classe social ou cor, porém a incidência em mulheres negras e pobres é muito maior;
  • Lutamos pelos diretos das mães e trabalhadoras, que tem que se desdobrar para trabalhar e cuidar de seus filhos sem o apoio das empresas;
  • Lutamos para que as mulheres não sofram mais preconceito no mundo corporativo, porque podem ser mães;
  • Lutamos para que os homens também se responsabilizem pela criação dos seus filhos;
  • Lutamos pelos direitos das mães solteiras que tanto sofrem;
  • Lutamos porque o número de estupros no ano de 2013 no Brasil foi de 50.320 mil, entretanto apenas 35% das vitimas entram em contato com a polícia, sendo assim, segundo estimativas do Anuário Brasileiro de Segurança Pública o Brasil tenham convivido com 143 mil estupros;
  • Lutamos porque a culpa não é nossa quando somos estupradas, a culpa é do nosso algoz, “de saia curta ou de burca” isso não dá o direito de ninguém nos estuprar;
  • Lutamos porque 42% dos crimes cometidos contra as mulheres foram realizados por causa de seu gênero, ou seja, apenas porque eram mulheres;
  • Lutamos porque desde a criação da Lei Maria da Penha no ano de 2006, o número de denúncia de agressões contra as mulheres cresceu 600%, destes 57% dos casos envolvem agressões físicas;
  • Lutamos porque a cada hora dez mulheres foram vitimas da violência doméstica;
  • Lutamos porque segundo estimativa 850 mil mulheres fizeram um aborto clandestino no ano de 2013, milhares de mulheres morrem diariamente devido ao aborto, o assunto já virou problema de saúde publica e com certeza a criminalização não é a solução;
  • Lutamos porque queremos o direito de decidir se queremos ou não ser mães, casar, ter uma casa no modelo tradicional ou não;
  • Lutamos pelos direitos das mulheres *trans para que elas tenham visibilidade e respeito nesta sociedade;
  • Lutamos para que os padrões impostos pela sociedade que escraviza nós mulheres, padrões tão absurdos de beleza e comportamento, que nos limita ao que a sociedade machista e sexista determina;
  • Lutamos pelo direito de liberdade sexual que é tão reprendido, o direito de escolher o que queremos para a nossa vida sexual sem sermos taxadas com nomes pejorativos;
  • Lutamos para que nosso corpo seja nosso e somente nosso, que nenhum homem tenha direito de invadi-lo;
  • Lutamos para termos vós e voto nas eleições e que nossas pautas seja respeitadas e votadas;
  • Lutamos porque somos seres humanos com desejos e necessidades e não queremos ser taxadas como objeto de satisfação masculina;
  • Lutamos todos os dias, nossas lutas são muitas, nossa pauta é diversificada e infelizmente vai muito além do que já foi citado, mas eu meu maior desejo é que no dia 08 de março possamos refletir e entender a nossa luta, possamos nos sensibilizar com a história de nossas irmãs de luta e entender que como diria Audre Lorde “Eu não serei livre enquanto houver mulheres que não são, mesmo que suas algemas sejam muito diferentes das minhas”, por isso, mesmo com todas as dificuldades , não vamos deixar que luta das mulheres que morreram para que nós pudéssemos votar, trabalhar e ter direitos seja em vão. Não vamos deixar apagar a imagem das Cláudias, Marieles, Dandaras e tantas outras, mortas, mutiladas e assassinadas por quererem justiça. Não podemos deixar que as vozes das mulheres mortas pelo machismo sejam silenciadas.

    Por isso irmãs, vamos levantar e ir à luta!

    *Pamela Sobrinho é Conselheira do Corecon-MG. Possui graduação em Ciências Econômicas pelo Centro Universitário Newton Paiva (2012), e cursa MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e em Controladoria e Finanças pela Faculdade ESAB. Já atuou como tutora presencial do curso de Ciências Econômicas pela Universidade Norte do Paraná – UNOPAR. Atualmente é Analista de Arrecadação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG. Tem experiência na área de Economia, Gestão Orçamentária, Projeções Financeiras, Analises Macro/Microeconômicas e Setoriais.

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