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“São 200 anos de história do Brasil queimados por negligência”, lamenta presidente do Corecon-MG

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O corte de verbas e repasses para as universidades públicas do Brasil tem provocado um incêndio de grandes proporções à cultura, educação e história no país e neste domingo o que poderia ser uma metáfora, se mostrou realmente como uma dura manchete nos jornais: Museu Nacional incendiado.

Mais antigo do país, o museu nacional, localizado no Rio de Janeiro, que é administrado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)  não tem recebido a verba de R$ 520 mil reais para a sua manutenção anual.

A instituição completou duzentos anos em junho deste ano e seu acervo,  que tinha mais de 20 milhões de itens de coleções focadas em paleontologia, antropologia e etnologia biológica. E boa parte do acervo histórico do museu foi queimado entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira, por um fogo que durou cerca de seis horas.

Para o Presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais – Corecon-MG, que também é professor de história econômica, este incêndio mostra como o país abandonou o planejamento, apostou na recessão e no corte de gastos públicos como um caminho para solucionar a grave crise econômica do país.

“A solução para a crise do Brasil não passada pelo corte de gastos públicos que inclui redução de investimentos em educação e cultura, mas sim por uma ampla reforma tributária”, defende Paulo Bretas, presidente do Corecon-MG.

Mutirão pela preservação da história nacional

Diante da tragédia, estudantes do curso de museologia da UNIRIO estão se mobilizando  para preservar a memória do Museu Nacional. Eles pedem para que todos aqueles que possuem alguma imagem (fotografias e vídeos) do acervo e espaços expositivos do museu, que compartilhem enviando para o e-mail: thg.museu@gmail.com